
O que é na realidade o mundo digital? É uma das minhas dúvidas ao ler o 2º capítulo deste livro.
Existem várias realidades digitais eu sei…mas qual será a mais adequada para uma melhor aprendizagem?
Há quem defenda os milagres da era digital (Cibertópicos), há quem nos avise para os terríveis perigos que esta era representa (Cibercríticos), mas qual dos dois estará correcto? Pois bem, na opinião do autor, estão os dois errados.
Penso que o autor tem razão, porque acho que ainda não avaliamos bem as consequências desta nova era, nem os benefícios que ela nos poderá trazer, principalmente para as gerações futuras, as crianças.
Em determinados contextos, como por exemplo a escola, os computadores são utilizados como auxilio educativo, tendo como objectivo o melhoramento das aprendizagens, contudo, este auxilio não está a ser utilizado como deveria de ser, visto os métodos que são apresentados, não ajudam no desenvolvimento cognitivo, mas sim, promovem os piores métodos de ensino, como é o caso da memorização mecânica.
Porém devo citar que “ Uma das maiores contribuições do computador é a oportunidade para as crianças experimentarem a excitação de se empenharem em perseguir os conhecimentos que realmente desejam obter” ( Papert, 1996, pp43).
Com base na citação que referi anteriormente posso concluir que nem tudo é mau e existe uma certa contribuição, uma certa motivação por parte da criança se o processo para o conhecimento for bem aplicado.
“A sua contribuição foi a destruição de obstáculos para que aprendesse, possibilitando-lhe a descoberta de um significado que fez como uma ideia poderosa – uma ideia que podia utilizar, num projecto que ela própria inventou” (Papert, 1996, pp49)
Eis outra citação que achei pertinente, posso daqui retirar que nem toda a aprendizagem que tem como base o computador é má, pois por vezes é ele que nos incute o entusiasmo necessário para aprender.
Esta nova “cultura” empreendeu novas técnicas, novos pontos de vista, novas literacias e novas fluências, pois hoje em dia, uma pessoa que não saiba mexer minimamente num computador, é discriminada na nossa sociedade, principalmente no mundo do trabalho.
Este conceito de mistificação empreende um conhecimento geral sobre os componentes do computador, programas utilizados etc. Mas na minha opinião a literacia tecnológica é muito mais do que isso.
Existe uma pequena diferença que provoca este conceito de mistificação, pois uma coisa é ter um grande conhecimento sobre uma dada área, outra coisa é ser fluente nessa área.
É como o caso dos computadores. Uma pessoa que saiba muito sobre computadores na teoria, não quer dizer que consiga aplicar essa teoria em termos práticos, enquanto uma pessoa que utiliza diariamente computadores, consegue ter mais fluência do que alguém que não lide com eles no seu dia-a-dia.
Penso que como o exemplo que dei anteriormente com os computadores, também o possa aplicar em relação a aprendizagem, pois de que nos vale saber a teoria se não a soubermos aplicar na prática?
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